<img height="1" width="1" alt="" style="display:none" src="https://www.facebook.com/offsite_event.php?id=6010927731378&amp;value=0&amp;currency=BRL" />

Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral.

Índice de Confiança do Agronegócio: 119,9 pontos,
alta de 2,4 pontos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 119,9 pontos, alta de 2,4 pontos

Um realinhamento da percepção.

A melhora nas perspectivas para a economia brasileira com o avanço da vacinação e o relativo controle da Covid-19 no país ajudou a sustentar um crescimento de 2,4 pontos no Índice de Confiança do Agronegócio, que fechou o 2º trimestre de 2021 em 119,9 pontos.

Na prática, houve um alinhamento dos ânimos na cadeia produtiva. As indústrias, que haviam fechado os dois trimestres anteriores com a confiança em queda devido à deterioração das perspectivas econômicas, retomaram o entusiasmo. Isso reflete, entre outros aspectos, as sucessivas revisões positivas para o crescimento do PIB brasileiro em 2021, que passaram de 3,17% no início de abril para 5,05% no fim de junho, segundo o Boletim Focus. O recuo da taxa de câmbio no trimestre também melhorou a situação das empresas com custos em dólar, como é o caso de diversos segmentos de insumos agropecuários.

O índice dos produtores agropecuários recuou um pouco, mas ainda se mantém em níveis elevados. Segundo a metodologia do estudo, os resultados demonstram otimismo quando são superiores a 100 pontos, e pessimismo quando ficam abaixo dessa marca.

Índice de Confiança das Indústrias (Antes e Depois da Porteira): 118,5 pontos, alta de 7,8 pontos

O aumento de 7,8 pontos no índice de confiança das indústrias inseridas nas cadeias agropecuárias foi influenciado pela melhora nas avaliações sobre a economia, e principalmente no que diz respeito às condições atuais – houve ganho de confiança também nas expectativas para o futuro próximo, mas num nível menor. Isso vale tanto para as empresas situadas no chamado pré-porteira (indústrias de insumos agropecuários) quanto nas que se encontram no pós-porteira (como as que compõem os setores de alimentos e de logística).

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 117,1 pontos, alta de 9,2 pontos

Dentre todos os segmentos pesquisados, as indústrias situadas Antes da Porteira foram as que apresentaram o maior aumento de confiança: 9,2 pontos, chegando a 117,1 pontos. Um dos aspectos que mais contribuíram para o resultado foi o aquecimento na comercialização de insumos agrícolas, cujas vendas para a próxima temporada 21/22 fecharam o segundo trimestre deste ano antecipadas em relação ao mesmo período dos anos anteriores. Isso vale tanto para a safra de verão quanto para a safrinha. A comercialização antecipada ameniza também o impacto das recentes altas nos preços de fertilizantes e defensivos.

Indústria Depois da Porteira: 119,1 pontos, alta de 7,2 pontos

O índice de confiança das indústrias situadas Depois da Porteira, que havia sido o de maior queda no trimestre anterior, apresentou forte recuperação. De fato, reverteram-se boa parte das tendências que minavam o entusiasmo de setores importantes como o de alimentos. Os preços de grãos recuaram, minimizando a pressão sobre os custos dos frigoríficos. As exportações continuaram aquecidas – em abril, maio e junho, os embarques de carnes chegaram a 9,4 milhões de toneladas, 400 mil toneladas a mais do que no mesmo período do ano passado. A receita com as exportações do agronegócio como um todo chegaram a US$ 38,3 bilhões no segundo trimestre de 2021, valor 28% maior que os US$ 29,9 bilhões registrado em idêntico período de 2020. Além disso, a melhora nas perspectivas para a economia brasileira atenuou os temores relacionados ao comportamento do consumo doméstico.

Há no entanto um aspecto importante a considerar para o próximo trimestre: a quebra da segunda safra de milho vai reduzir os volumes de exportação, com impacto negativo para empresas de logística e tradings.

Índice do Produtor Agropecuário: 121,7 pontos, queda de 5,0 pontos

O Índice de Confiança do Produtor Agropecuário fechou o 2º trimestre do ano em 121,7 pontos. Trata-se de uma queda de 5,0 pontos em relação ao levantamento anterior, puxada principalmente pelos agricultores. Apesar disso, agricultores e pecuaristas continuam apresentando os indicadores mais otimistas dentre todos os segmentos pesquisados. É importante notar que a avaliação dos produtores em relação à economia brasileira se manteve praticamente estável, diferentemente do que aconteceu entre as indústrias, para as quais houve uma significativa melhora na percepção.

A cada trimestre o levantamento do Índice de Confiança do Agronegócio questiona os produtores sobre os principais problemas de seu negócio. O clima continuou sendo o aspecto mais importante, citado por 56,1% dos entrevistados e mantendo a posição do trimestre anterior. O principal destaque, porém, foi o crescimento da alta incidência de pragas e doenças, que passou de 12,9% para 20,3% das citações, subindo da 5ª para a 2ª posição e ocupando o lugar do ranking que anteriormente cabia ao aumento do custo de produção, agora o terceiro problema da lista: caindo de 24,3% para 19,3%, apesar da alta dos insumos no trimestre.

Índice do Produtor Agrícola: 121,4 pontos, queda de 6,5 pontos

O índice de confiança dos agricultores foi o que mais caiu neste levantamento. O resultado reflete alguns aspectos que ocorreram no trimestre. Para começar, a estiagem que se prolongou de março a meados de maio prejudicou a produtividade das lavouras de milho 2ª safra, contribuindo para uma quebra superior a 20% das estimativas iniciais. A avaliação dos produtores não reflete ainda os danos causados pela geada do fim de junho, que ocorreu após o período de sondagem. Os preços dos grãos, em patamares elevadíssimos no início do ano, recuaram, acompanhando a queda da taxa de câmbio. Além disso, a continuidade da alta dos juros encareceu o financiamento agrícola – não só para as linhas oficiais do Plano Safra, mas especialmente nas linhas de crédito concedidas pelas instituições privadas a taxas livres. Por fim, os preços dos insumos também subiram de modo expressivo no trimestre, diminuindo a atratividade das relações de troca para os produtores e reduzindo as perspectivas de rentabilidade para a próxima safra – é importante destacar que a avaliação dos custos de produção permanece em patamar historicamente muito baixo.

Índice do Produtor Pecuário: 122,5 pontos, queda de 0,4 ponto

O nível de entusiasmo dos pecuaristas se manteve praticamente estável: do 1º para o 2º trimestre do ano, a queda foi de apenas 0,4 ponto, fechando em 122,5 pontos – isoladamente, é o resultado mais alto deste levantamento. Assim como no caso dos agricultores, houve piora nas avaliações relacionadas aos preços dos produtos e ao crédito. A percepção sobre os custos de produção também é uma das piores da história – mas o recuo dos preços dos grãos é um fator positivo para esse grupo.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário*
121,7
Produtor Agrícola
121,4
Produtor Pecuário
122,5
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Agricultura = 75% e Pecuária = 25%

5,0**
6,5**
0,4**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
117,1
Índice da Indústria*
(Antes e Depois da Porteira)
118,5
Depois da Porteira
119,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Antes da Porteira = 30% e Depois da Porteira = 70%

9,2**
7,8**
7,2**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
117,1
Produtor Agropecuário
121,7
Depois da Porteira
119,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
Antes da Porteira = 17%; Dentro da Porteira = 42% e Depois da Porteira = 41%

9,2**
5,0**
7,2**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.