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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 84,3 pontos,
alta de 1,9 ponto

Depois da queda, uma modesta recuperação

O fim do ano trouxe um pouco de ânimo para a cadeia produtiva ligada à agropecuária. O Índice de Confiança do Agronegócio, elaborado pela FIESP e pela OCB, fechou o quarto trimestre de 2015 em 84,3 pontos, o que representa 1,9 ponto acima do trimestre anterior. Embora a alta seja modesta e o indicador ainda esteja 9,2 pontos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, o resultado ao menos pôs fim a uma sequência de três quedas consecutivas ao longo do ano passado. Essa melhora se deve ao aumento dos índices de confiança do Produtor Agropecuário e da Indústria Depois da porteira, que reúne empresas de logística, tradings e indústrias de alimentos. Ambos os grupos compensaram a diminuição no indicador da Indústria Antes da Porteira, constituída principalmente pelos fornecedores de insumos.

Na média geral, os participantes da pesquisa mostraram-se mais confiantes no que diz respeito ao futuro próximo do que em relação ao presente: o indicador das expectativas cresceu de 84 para 88 pontos, enquanto o índice da situação atual caiu de 79 para 76 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança e superiores a 100 pontos, por sua vez, demonstram otimismo

Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 81,3 pontos, alta de 1,4 ponto

O índice de confiança das indústrias inseridas na cadeia produtiva do agronegócio fechou o último trimestre do ano passado em 81,3 pontos, uma alta de 1,4 ponto. Trata-se de uma variação pequena em relação ao trimestre anterior, o que pode ser explicado pela disparidade entre os resultados da Indústria Antes da Porteira, que mostram uma percepção menos confiante, e os das empresas Depois da Porteira, para as quais os indicadores melhoraram. Segue generalizada, porém, a baixa confiança na economia brasileira. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 9,4 pontos.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 67,8 pontos, queda de 5,5 pontos

A confiança dos fabricantes de insumos deteriorou no fim do ano passado, fechando o 4º trimestre em 67,8 pontos, 5,5 pontos menos do que no trimestre imediatamente anterior. Uma das razões para a queda está na diminuição do indicador relacionado ao setor de atuação das empresas, o que reflete um momento difícil para os fornecedores de insumos agrícolas. No ano passado, as entregas de fertilizantes ficaram em 29,8 milhões de toneladas, recuando das 32,2 milhões de toneladas entregues em 2014. As vendas de máquinas caíram pelo segundo ano consecutivo. Os fabricantes de defensivos, por sua vez, estão lidando com estoques em alta em suas redes de distribuição. A razão para isso: houve baixa incidência de pragas na safra passada, algo que está se repetindo na temporada atual, diminuindo o consumo de produtos para combater infestações de insetos.

Por essas razões, a pesquisa indica um descompasso entre dois dos principais grupos inseridos na cadeia do agronegócio. O mesmo cenário cambial que impulsiona a confiança dos produtores agropecuários atrapalha os negócios dos fornecedores de insumos, que importam boa parte das matérias-primas e têm custos em dólar – como são majoritariamente controlados por multinacionais, controlados por multinacionais, a desvalorização cambial também teve como efeito a diminuição dos resultados reportados em dólares paras as matrizes.

Indústria Depois da Porteira (Logística e Alimentos): 87,1 pontos, alta de 4,4 pontos

A indústria depois da porteira fechou o 4º trimestre do ano passado mais confiante do que no trimestre anterior. O índice para essas empresas ficou em 87,1 pontos, uma alta de 4,4 pontos. Mesmo num grupo heterogêneo, constituído por empresas de logística, tradings, cooperativas e indústrias de alimentos, é possível identificar uma melhora de humor relacionada aos eventuais ganhos de competitividade decorrentes da desvalorização do real frente ao dólar – facilitando, assim, tanto as exportações quanto a disputa no mercado doméstico com os concorrentes internacionais.

Índice do Produtor Agropecuário: 88,4 pontos, alta de 2,5 pontos

O indicador de confiança dos produtores agropecuários interrompeu a sequência de quedas e voltou a aumentar no 4º trimestre do ano passado, chegando a 88,4 pontos – 2,5 pontos acima do trimestre anterior e o maior valor desde o último trimestre de 2014. Os resultados da pesquisa mostram que tanto os produtores agrícolas quanto os pecuaristas chegaram ao fim do ano mais confiantes do que estavam nos trimestres anteriores.

Produtor Agrícola: 89,4 pontos, alta de 2,6 pontos

O índice de confiança do produtor agrícola brasileiro subiu pela segunda vez consecutiva, chegando a 89,4 pontos no 4º trimestre de 2015, um aumento de 2,6 pontos em comparação com o trimestre anterior. Contribuiu para o resultado os aumentos nas cotações de alguns dos principais produtos agrícolas – isso fica evidente, por exemplo, quando se considera o aumento de 17% nos preços domésticos do milho de setembro a dezembro do ano passado, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. No caso do açúcar, aumento é mais expressivo: os preços internacionais subiram 28% de setembro a dezembro do ano passado, chegando a US$ 15 por libra-peso em Nova York. Os produtores de cana enxergam boas expectativas para a próxima safra. As chuvas, abundantes no Centro Sul do país no último trimestre de 2015, deram boas condições para a rebrota dos canaviais. O clima também colaborou para uma boa floração dos cafezais e dos pomares de laranja.

Ao tomarmos como base comparativa os resultados de 2014, onde os níveis do indicador do produtor agrícola estiveram sempre acima de 90 pontos, um dos principais fatores que impedem que os valores atuais atinjam aquele mesmo patamar é a falta de confiança nas condições da economia brasileira, que fechou o último trimestre do ano passado em apenas 38 pontos. Vale ressaltar também que os indicadores de custo de produção e crédito permanecem em um ambiente pessimista.

Produtor Pecuário: 85,4 pontos, alta de 2,4 pontos

A confiança do produtor pecuário subiu 2,4 pontos, chegando a 85,4 pontos no 4º trimestre de 2015. O indicador interrompeu, assim, uma sequência de quatro quedas – em comparação com o último trimestre de 2014, a queda foi e 12,9 pontos. O indicador aumentou mais entre os pecuaristas de corte, chegando a 88,4 pontos, uma alta de 3,6 pontos em relação ao terceiro trimestre de 2015 – no mesmo período, o índice entre os criadores de gado leiteiro permaneceu estável, em 80,1 pontos. De modo geral, tanto os produtores de carne quanto os de leite disseram estar mais confiantes com relação às condições gerais da economia brasileira, da região em que atuam e do setor pecuário.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Produtor Agrícola
89,4
Índice do Produtor Agropecuário *
(Produtor Agrícola e Pecuário)
88,4
Produtor Pecuário
85,4
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

2,6**
2,5**
2,4**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
67,8
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
81,3
Depois da Porteira*
87,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

-5,5**
1,4**
4,4**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
67,8
Produtor Agropecuário
88,4
Depois da Porteira
87,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

-5,5**
2,5**
4,4**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.