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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 85,5 pontos.
Índice é o menor de toda a série

Sinais de otimismo reaparecem, ainda que discretos, no agronegócio

Após quatro trimestres consecutivos de queda, o Índice de Confiança do Agronegócio, elaborado pela FIESP e OCB, demonstrou reação positiva no último trimestre de 2014. O aumento apresentado foi de 4,2 pontos em relação ao 3º trimestre do mesmo ano, atingindo 93,5 pontos.

Apesar da reação positiva, o índice permanece em um patamar pessimista, considerando a escala utilizada de 0 a 200 pontos, em que 100 pontos significa neutralidade. Além disso, o número é significativamente menor ao obtido em idêntico período em 2013.

A alta do dólar, que saiu do nível médio de R$ 2,33 em setembro para fechar o ano de 2014 cotado a R$ 2,64, ajudou a recuperar as cotações em Reais das principais commodities no Brasil. Diante de preços mais firmes que os esperados inicialmente, todos os elos da cadeia apresentaram variação positiva, especialmente aqueles relacionados à Indústria Pré Porteira (+9,9 pontos) e os Produtores Agropecuários (+4,2 pontos). O índice da Indústria Pós Porteira também subiu, mas em menor intensidade (+1,9 pontos).

Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 90,7 pontos, aumento de 4,3 pontos

O pessimismo que vinha sendo refletido no índice da indústria mostrou sinais de reversão no último trimestre de 2014. O aumento reflete uma maior confiança no setor e na região de atuação das empresas, tanto na situação atual como no índice de expectativas.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 88,6 pontos, aumento de 9,9 pontos

Após responder pela queda anterior do Índice da Indústria, o Pré Porteira apresentou aumento significativo no 4º trimestre de 2014. Houve melhora tanto no índice de “condições gerais” (avaliação das empresas sobre a economia brasileira e sobre as condições da região e setor em que atuam) como no de “condições do negócio”.

No último trimestre de 2014 as cotações de culturas importantes como soja, milho e café apresentaram recuperação, influenciando positivamente a confiança do setor. Há uma percepção de melhora em todos os segmentos da indústria, que estão mais otimistas principalmente em relação à situação futura dos negócios.

Dentre todos os itens avaliados, o referente à “economia do Brasil” foi o único que ficou praticamente estável, e em nível muito pessimista (52,9 pontos).

Indústria Depois da Porteira (Logística e Alimentos): 91,6 pontos, aumento de 1,9 ponto

Pelo segundo trimestre consecutivo, a “indústria depois da porteira da fazenda” apresentou discreta melhora. O aumento foi puxado pelas “condições gerais” e, diferente da Indústria Pré Porteira, as “condições do negócio” recuaram neste trimestre, item influenciado pelo aumento dos custos de produção da indústria de alimentos.

Embora a avaliação sobre a “economia do Brasil” tenha apresentado alguma melhora em relação ao terceiro trimestre, esse ainda é o item com menor grau de confiança por parte da indústria, enquanto a “confiança no setor” se mantem com a maior nota dentre os itens pesquisados.

Índice do Produtor Agropecuário: 97,5 pontos, aumento de 4,2 pontos

O indicador geral do “produtor agropecuário” subiu 4,2 pontos em relação ao 3º trimestre de 2014. De um lado, o resultado foi puxado pela “confiança do produtor agrícola”, que subiu 7,2 pontos na mesma comparação. No sentido oposto, houve recuo de 4,7 pontos na “confiança do produtor pecuário” (influenciado pelos produtores de leite).

Produtor Agrícola: 97,2 pontos, acréscimo de 7,2 pontos

O índice do produtor agrícola subiu no quarto trimestre de 2014, principalmente pelo aumento da “confiança no setor”, item que subiu 11,2 pontos em relação ao trimestre anterior. O resultado está claramente relacionado com a recuperação das cotações da maioria das commodities. A alta do dólar, e consequente reflexo nos preços internos de culturas como milho e soja, acabaram contrariando a expectativa de queda sinalizada no trimestre anterior, e refletiu positivamente na confiança dos produtores. Como exemplo, as cotações de soja subiram, em média, 6% entre setembro e dezembro de 2014, enquanto as de milho subiram expressivos 26% no mesmo período. Os preços do café subiram um pouco menos no período (5%), mas estão cerca de 70% acima dos níveis registrados em dezembro de 2013, contribuindo para o resultado.

A preocupação com a situação da “economia do Brasil” apresentou leve melhora e desse modo deixou de ser o item de pior avaliação dos produtores agrícolas, que passou a ser o “custo de produção”.

Por outro lado, as expectativas continuam pessimistas nas culturas de laranja e cana-de açúcar. Assim como nos trimestres anteriores, essas culturas são as responsáveis por pressionar o índice de confiança do “produtor agrícola” para baixo, não permitindo que este passe para o campo “otimista” (acima de 100 pontos).

Produtor Pecuário: 98,3 pontos, queda de 4,7 pontos

Após dois trimestres de alta consecutiva, o índice do produtor pecuário caiu na última sondagem do ano. Assim, de acordo com a metodologia aplicada, os pecuaristas voltam à condição “pessimista”.

A confiança dos produtores de leite, que havia melhorado no 3º trimestre de 2014, mudou no último trimestre do ano e registrou forte queda. Com o aumento do preço do milho e a redução do preço do leite, a relação de troca piorou e as margens de rentabilidade, consequentemente, caíram.

O resultado final do “produtor pecuário” foi amenizado pelo otimismo dos pecuaristas de corte, que aumentou pelo quarto levantamento consecutivo. Os preços da arroba do boi gordo continuaram subindo e levaram a “confiança no setor” para níveis claramente otimistas, sendo o mais alto entre todas as atividades agropecuárias pesquisadas.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Produtor Agrícola
97,2
Índice do Produtor Agropecuário *
(Produtor Agrícola e Pecuário)
97,5
Produtor Pecuário
98,3
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

7,2**
4.2**
-4,7**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
88,6
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
90,7
Depois da Porteira*
91,6
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

9,9**
4,3**
1,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
88,6
Produtor Agropecuário
97,5
Depois da Porteira
91,6
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

9,9**
4,2**
1,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.