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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 82,4 pontos,
queda de 0,4 pontos.

Vai parar de piorar?

Ainda não dá para comemorar uma recuperação dos ânimos, mas ao menos o Índice de Confiança do Agronegócio, elaborado pela FIESP e pela OCB, manteve estabilidade no 3º trimestre de 2015. O indicador fechou em 82,4 pontos, o que significa 0,4 ponto a menos do que o observado no levantamento anterior. Trata-se da terceira queda consecutiva do índice. Apesar disso, é o menor recuo registrado desde o início deste ano.

De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança e superiores a 100 pontos, por sua vez, demonstram que há otimismo. Os indicadores de confiança dos produtores e das indústrias mantiveram-se em níveis baixos, mas estáveis em comparação com o último trimestre. Em ambos os casos, observa-se um equilíbrio entre aspectos positivos para o agronegócio – como a perspectiva de bons preços em reais para os produtos agrícolas, como consequência da desvalorização cambial recente – e situações negativas, como o quadro geral de incertezas na economia brasileira.

Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 79,9 pontos, alta de 0,1 ponto

O Índice de Confiança da Indústria fechou o 3º trimestre de 2015 em 79,9 pontos, apenas 0,1 ponto acima do registrado no levantamento anterior. O índice interrompe, dessa forma, uma trajetória de dois recuos sucessivos. Na composição do indicador, contribuiu para a estabilidade a melhora no item “Condições Gerais”, que mede a percepção sobre as condições do Brasil, da Região e do Setor em que atuam os produtores ou indústrias.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 73,3 pontos, alta de 7,3 pontos

Os entrevistados que compõem o grupo da Indústria Pré Porteira retomaram parte do grau de confiança que havia sido perdido no levantamento anterior. O Índice fechou em 73,3 pontos, uma recuperação de 7,3 pontos em relação ao 2º trimestre e praticamente o mesmo resultado obtido no período de janeiro a março de 2015, quando foi de 73,6 pontos. A evolução reflete, em parte, o ânimo decorrente do início da safra 2015/16 e a sensação de que “o pior já passou”, provocada pelo aumento dos preços em reais das commodities agrícolas no mercado interno. Outro fator relevante para a melhora no indicador foi a retomada nos repasses do crédito agrícola a partir de julho, um aspecto importante para o desempenho dos fornecedores de sementes, defensivos e fertilizantes.

Indústria Depois da Porteira (Logística e Alimentos): 82,7 pontos, queda de 3,1 pontos

O índice da Indústria Pós Porteira voltou a cair. A retração na confiança ocorreu tanto no item “Condições do Negócio” quanto nas “Condições Gerais”, o que mostra pessimismo em relação às perspectivas de negócios das indústrias nos setores de alimentos e logística. Depois de anos aproveitando um movimento consistente de elevação do consumo, o que impulsionou as receitas e a expansão, essas empresas agora sofrem com as projeções de retração da economia e de deterioração do mercado de trabalho, que já afetam negativamente as vendas.

Índice do Produtor Agropecuário: 85,9 pontos, queda de 0,8 ponto

A confiança do produtor agropecuário manteve-se praticamente estável no 3º trimestre deste ano. Em comparação com o levantamento anterior, o índice caiu 0,8 ponto, chegando a 85,9 pontos ao fim do período. Houve, porém, uma diminuição acentuada no indicador do produtor pecuário, que fechou em 83 pontos, 5,7 pontos a menos do que no 2º trimestre de 2015.

Produtor Agrícola: 86,8 pontos, alta de 0,9 ponto

Depois de cair durante toda a primeira metade do ano, a confiança do produtor agrícola voltou a subir, fechando em 86,8 pontos, 0,9 ponto a mais que no período de abril a junho de 2015. Pesaram na modesta recuperação os ganhos obtidos com os preços dos produtos agrícolas, cujo índice fechou em 106,9 pontos, superando em 19,8 pontos o observado no 2º trimestre do ano. A constatação é que a desvalorização do real tem aberto boas perspectivas para os agricultores. A melhora nos ânimos em relação aos preços suplantou com folga a queda registrada em outro aspecto afetado negativamente pela depreciação cambial – os custos de produção, item no qual o indicador caiu 3,3 pontos, fechando em 38,3.

A percepção do produtor agrícola com relação à economia do Brasil voltou a piorar, atingindo 36,4 pontos, 2,2 pontos a menos que no trimestre anterior.

A preocupação com o crédito dá sinais de começar a se estabilizar, embora seja um aspecto no qual a confiança ainda não começou a se recuperar: o recuo no trimestre foi de 0,5 ponto em relação ao levantamento anterior, chegando a 78,1 pontos

Produtor Pecuário: 83 pontos, queda de 5,7 pontos

A preocupação com os custos de produção contribuiu para diminuir o índice do Produtor Pecuário, que fechou em 83 pontos, 5,7 pontos menor que no 2º trimestre de 2015. O resultado reflete o aumento nos preços das rações, especialmente do milho. Em um ano, a confiança dos pecuaristas despencou 20 pontos.

Contribuiu para a deterioração do indicador o recuo nos preços do boi e do leite, que embora ainda estejam elevados em relação aos últimos três anos, já se encontram abaixo dos picos registrados até o início de 2015. Prova disso é que o item preço registrou diminuições no indicador tanto na pecuária de corte – na qual passou de 112 para 106 pontos – quanto na pecuária de leite, que fechou em 74 pontos, 20 pontos a menos do que no levantamento anterior.

Entre os principais aspectos pesquisados, a confiança melhorou apenas em relação à produtividade dos rebanhos: nesse item, o índice fechou o 3º trimestre de 2015 em 107,6 pontos, 5 pontos a mais que no período de março a junho deste ano.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Produtor Agrícola
86,8
Índice do Produtor Agropecuário *
(Produtor Agrícola e Pecuário)
85,9
Produtor Pecuário
83,0
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

0,9**
-0,8**
-5,7**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
73,3
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
79,9
Depois da Porteira*
82,7
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

7,3**
0,1**
-3,1**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
73,3
Produtor Agropecuário
85,9
Depois da Porteira
82,7
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

7,3**
-0,8**
-3,1**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.