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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral.

Índice de Confiança do Agronegócio: 111,7 pontos,
alta de 11,3 pontos.

Uma visível melhora nas expectativas do agronegócio

O agronegócio brasileiro recuperou parte do ânimo perdido no início do ano com o choque causado pela pandemia de Covid-19. O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAGRO) fechou o 2º trimestre de 2020 em 111,7 pontos, alta de 11,3 pontos.

Há uma clara mudança nos fatores que sustentam o índice acima de 100 pontos, faixa considerada otimista pela metodologia do estudo (resultados inferiores a isso denotam pessimismo).

A avaliação das condições gerais da economia, responsável por impulsionar a pontuação recorde do fim do ano passado, caiu no início de 2020 e se mantém em patamares mais baixos na avaliação das condições atuais – mas os sinais de retomada das atividades e de relativa estabilidade no mercado financeiro, os efeitos positivos da desvalorização cambial sobre os preços agrícolas e a perspectiva de que em breve haverá uma ou mais vacinas eficazes para o novo coronavírus melhorou substancialmente as expectativas para o curto e médio prazo, especialmente por parte das indústrias.

Índice de Confiança da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 109,1 pontos, alta de 18,5 pontos

O Índice de Confiança das Indústrias do agronegócio fechou a 109,1 pontos. A alta de 18,5 pontos em relação ao trimestre anterior é uma das três maiores da série histórica do levantamento (as outras duas foram de 18 pontos do 3º para o 4º trimestre de 2018 e de 25,1 pontos do 1º para o 2º trimestre de 2016). Ainda há um certo pessimismo em relação às condições atuais tanto entre a indústria de insumos agropecuários quanto entre as empresas situadas “depois da porteira” – mas as perspectivas para os próximos meses melhoraram expressivamente, justificando a confiança em alta.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 101,6 pontos, alta de 15,3 pontos

O Índice de Confiança das indústrias de insumos agropecuários subiu 15,3 pontos, chegando a 101,6 pontos. Vários aspectos reforçam a alta. As vendas de tratores e colheitadeiras, por exemplo, chegaram a superar os números de maio do ano passado, mostrando uma recuperação da forte queda de abril, quando a Covid-19 se espalhou pelo país. A comercialização de insumos para os produtores também fechou o primeiro semestre do ano adiantada – a antecipação só não foi maior porque a instabilidade do câmbio prejudicou a formação das tabelas de preços.

Indústria Depois da Porteira: 112,4 pontos, alta de 19,9 pontos

O Índice de Confiança das Indústrias situadas Depois da Porteira foi o que mais subiu dentre todos os segmentos pesquisados: alta de 19,9 pontos, para 112,4 pontos. Assim como nas empresas de insumos agrícolas, as expectativas melhoraram muito. De fato, para muitas das empresas atuantes no Pós Porteira, o 2º trimestre de 2020 começou sob perspectivas assombrosas e terminou com inegável alívio. As empresas de logística enfrentaram relativamente poucos gargalos para suas operações. Os frigoríficos, apesar do fechamento de unidades em casos isolados, puderam em boa parte manter as atividades e atender a forte demanda do mercado externo. As usinas de açúcar e etanol, para as quais em março o ano parecia praticamente arruinado, saíram do pior momento: subiram os preços do açúcar no exterior e houve uma recuperação das margens do etanol, que chegou a ser vendido abaixo do custo de produção em abril e maio, durante a queda abrupta do petróleo causada pela crise no mercado de combustíveis e aprofundada pela guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita.

Índice do Produtor Agropecuário: 115,2 pontos, alta de 1,3 ponto

Os produtores agropecuários completaram o 8º trimestre consecutivo de confiança em patamares otimistas, fechando em 115,2 pontos. A alta de 1,3 ponto é modesta, mas é preciso considerar a manutenção do indicador em níveis relativamente elevados. Os ânimos foram mantidos principalmente pela perspectiva positiva em relação aos aspectos específicos das condições do negócio. A avaliação das condições gerais da economia recuou em relação ao trimestre anterior, refletindo a disseminação da Covid-19 pelas regiões agrícolas, mais intensa de maio em diante.

Índice do Produtor Agrícola: 116,8 pontos, alta de 0,7 ponto

O índice dos produtores agrícolas fechou em 116,8 pontos, alta de 0,7 ponto. Aumentou a confiança em relação aos principais aspectos relacionados às condições do negócio. É o caso dos preços, num dos patamares mais otimistas da séria histórica, impulso proporcionado pela taxa de câmbio para produtos como soja, milho e café. Melhoraram os ânimos relacionados à produtividade, num período em que a colheita de cana e café vem surpreendendo positivamente à medida que os trabalhos de campo avançam. Contribuiu também o clima favorável na 2ª quinzena de maio, beneficiando as lavouras mais tardias de milho 2ª safra no Mato Grosso e em Goiás, e ajudando a recuperar parte das áreas do Paraná, de São Paulo e do Mato Grosso do Sul prejudicadas pela seca de março e abril.

A avaliação sobre o crédito também melhorou, afastando o temor inicial de que a Covid-19 pudesse reduzir a disponibilidade de recursos e sinalizando que o Plano Safra, divulgado em junho, foi bem recebido pelos produtores. Além disso, as excelentes relações de troca entre os produtos agrícolas e o pacote de insumos foram suficientes para diminuir o pessimismo em relação aos custos de produção.

Índice do Produtor Pecuário: 110,2 pontos, alta de 3,2 pontos

Assim como no caso dos produtores agrícolas, a melhora de algumas das principais condições do negócio sustentou uma alta de 3,2 pontos no índice de confiança do Produtor Pecuário, chegando a 110,2 pontos. Melhoraram as avaliações a respeito do crédito e da produtividade. A percepção dos preços também subiu. De fato, as cotações tanto do leite quanto do boi gordo subiram em junho – mas os resultados deste estudo ainda não captaram as altas mais expressivas, ocorridas em julho, após o fechamento da pesquisa. O ganho de confiança poderia ter sido maior, não fosse o aumento do pessimismo com os custos de produção. Para os produtores de gado de corte, os preços dos bezerros estão subindo desde outubro de 2019. Para os produtores de leite, os custos de produção também aumentaram de maio para junho, segundo os indicadores da Embrapa.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário*
115,2
Agrícola
116,8
Produtor Pecuário
110,2
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Agricultura = 75% e Pecuária = 25%

1,3**
0,7**
3,2**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
101,6
Índice da Indústria*
(Antes e Depois da Porteira)
109,1
Depois da Porteira
112,4
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Antes da Porteira = 30% e Depois da Porteira = 70%

15,3**
18,5**
19,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
101,6
Produtor Agropecuário
115,2
Depois da Porteira
112,4
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
Antes da Porteira = 17%; Dentro da Porteira = 42% e Depois da Porteira = 41%

15,3**
1,3**
19,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.