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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 102,1 pontos,
alta de 19,4 pontos

O agronegócio recupera o otimismo

As empresas e os produtores que compõem a cadeia de produção agropecuária dão sinais de ter recobrado o entusiasmo. O Índice de Confiança do Agronegócio fechou o segundo trimestre de 2016 em 102,1 pontos, uma alta de 19,4 pontos em relação ao trimestre anterior. Trata-se do maior aumento desde que o indicador começou a ser medido, no final de 2013, e que recoloca o setor na faixa acima de 100 pontos, considerado otimista, o que não ocorria desde 2014. De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança. O índice atual está no mesmo patamar do 1º trimestre de 2014, quando o otimismo do agronegócio começou a declinar. A boa disposição mostrada no último trimestre se deve principalmente a uma combinação entre os bons preços das commodities agrícolas e a melhora na percepção da economia brasileira. Uma visão mais positiva a respeito das condições gerais do país impulsionou o avanço nos índices de confiança, tanto dos Produtores Agropecuários, quanto das Indústrias Antes e Depois da Porteira.

Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 101 pontos, alta de 25,2 pontos

O Índice de Confiança das Indústrias Inseridas na cadeia produtiva do agronegócio fechou o 2º trimestre de 2016 em 101 pontos, 25,2 pontos acima do primeiro trimestre do ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento é de 21,2 pontos. Isoladamente, o grau de confiança com a economia brasileira mais do que dobrou, subindo 60,3 pontos e chegando a 101,9 pontos.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 101,8 pontos, alta de 28,5 pontos

Os fornecedores de insumos da cadeia agropecuária fecharam o segundo trimestre de 2016 bem mais confiantes. O Índice de Confiança da Indústria Antes da Porteira chegou a 101,8 pontos, 28,5 pontos a mais do que no trimestre anterior. Como em praticamente todos os setores avaliados nesta edição do estudo, a recuperação do ânimo em relação à economia brasileira pesou no resultado. Mas também houve melhora significativa na percepção das empresas em relação às condições do setor. Com uma relação de troca favorável em relação aos principais produtos agrícolas, como soja e milho, os fabricantes de adubos e defensivos têm conseguido antecipar com os produtores a negociação de insumos para a próxima safra de verão. Mesmo os fabricantes de máquinas agrícolas começam a dar sinais positivos: embora o setor ainda esteja longe de se recuperar dos dois últimos anos de forte retração, as vendas do setor aumentaram 18% de maio para junho, segundo os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Indústria Depois da Porteira (Logística e Alimentos): 100,7 pontos, alta de 23,7 pontos

O Índice de Confiança da Indústria Depois da Porteira fechou o 2º trimestre em 100,7 pontos, uma alta de 23,7 pontos em relação ao primeiro trimestre anterior. O nível atual é o mais elevado dos últimos dois anos. Os números mostram que a percepção com relação a situação atual melhorou menos do que suas expectativas para o futuro, o que é condizente com a situação desse grupo de indústrias, composto principalmente por fabricantes de alimentos e empresas de logística. Seus resultados são mais atrelados ao desempenho do varejo e ao comportamento do consumidor, dois aspectos que tendem a reagir rapidamente a partir de uma melhora nos indicadores econômicos.

Índice do Produtor Agropecuário: 103,5 pontos, alta de 11,6 pontos

Pela primeira vez desde que o Índice de Confiança do Agronegócio começou a ser medido, no último trimestre de 2013, o nível de confiança dos produtores agropecuários fechou acima de 100 pontos, na faixa considerada otimista segundo a metodologia do estudo. O indicador fechou o 2º trimestre de 2016 em 103,5 pontos, 11,6 pontos acima do trimestre anterior. Os produtores agrícolas ainda estão mais confiantes do que os pecuaristas.

Produtor Agrícola: 104,8 pontos, alta de 10,8 pontos

A confiança do Produtor Agrícola cresceu pelo quarto trimestre consecutivo. O indicador chegou a 104,8 pontos, alta de 10,8 pontos em relação ao trimestre anterior e o maior nível desde o início da série histórica. A pesquisa capturou o sentimento favorável proporcionado pelos bons preços dos principais produtos agrícolas, que se mantiveram em alta em boa parte do 2º trimestre de 2016. No mercado doméstico, um exemplo é o milho, que chegou a ser cotada a 46 reais por saca na BM&FBovespa, um aumento de quase 80% em relação ao mesmo período do ano passado. No período, as cotações internacionais também ajudaram: de março a junho deste ano, o preço do açúcar se manteve em níveis que variaram de 17% a 50% acima dos registrados nos mesmos meses de 2015. Isso ajudou a melhorar também a percepção em relação aos custos, uma vez que a relação de troca entre os produtos agrícolas e os fertilizantes e defensivos tem sido amplamente vantajosa aos agricultores. Assim como nos demais setores avaliados pelo estudo, os agricultores também estão mais confiantes com relação à economia brasileira.

Produtor pecuário: 99,8 pontos alta de 13,9 pontos

O nível de confiança dos pecuaristas chegou a 99,8 pontos no 2º trimestre de 2016, um aumento de 13,9 pontos em relação ao trimestre anterior. Apesar do aumento, o indicador não voltou a superar os 100 pontos, algo que ocorreu no 3º trimestre de 2014. Uma das razões para que os produtores pecuários estejam menos confiantes do que os agrícolas é o aumento nos custos de produção provocado principalmente pelos preços elevados do milho. De fato, o crescimento nos custos foi apontado como o principal problema do setor por 36,4% dos entrevistados, no topo da lista de preocupações dos criadores de gado. Apesar disso, a percepção quanto as condições do negócio e as condições gerais da economia melhoraram em relação ao primeiro trimestre, acompanhando a tendência geral dos demais grupos pesquisados.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Produtor Agrícola
104,8
Índice do Produtor Agropecuário *
(Produtor Agrícola e Pecuário)
103,5
Produtor Pecuário
99,8
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

10,8**
11,6**
13,9**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
101,8
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
101,0
Depois da Porteira*
100,7
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

28,5**
25,2**
23,7**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
101,8
Produtor Agropecuário
103,5
Depois da Porteira
100,7
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

28,5**
11,6**
23,7**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.