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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 82,8 pontos,
queda de 2,7 pontos.

O pessimismo se mantém no agronegócio

O Índice de Confiança do Agronegócio, elaborado pela FIESP e OCB, recuou 2,7 pontos em relação ao trimestre anterior e chegou a 82,8 pontos no segundo trimestre de 2015 (escala de 0 a 200). Embora em menor intensidade, o índice continuou em queda e confirmou o ambiente pessimista no agronegócio. Este é o nível mais baixo da série e está 9,0 pontos abaixo do registrado no segundo trimestre de 2014.

O recuo foi puxado pelo Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira), com queda de 3,9 pontos. O Índice do Produtor Agropecuário também declinou, mas em menor intensidade (-1,1 pontos). A oferta de crédito, que começou a ser apontada como uma preocupação no quarto trimestre de 2014, agora se apresenta como a variável com o maior recuo entre todos os quesitos avaliados.

Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 79,8 pontos, queda de 3,9 pontos

As “Condições Gerais”, item que mede a percepção sobre as condições do Brasil, da Região e do Setor em que atuam os produtores ou indústrias, registrou queda e puxou o índice da indústria para baixo. Por outro lado, o índice de “Condições do Negócio” apresentou recuperação de 3,4 pontos em relação ao trimestre anterior.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 66,0 pontos, queda de 7,6 pontos

A Indústria Pré Porteira foi novamente a principal responsável pela queda na atual tomada do ICAGRO, apresentando forte redução tanto no Índice de Condições do Negócio como nas Condições Gerais.

O pessimismo desse elo da cadeia reflete a queda expressiva registrada nos mercados de sementes, defensivos, fertilizantes e máquinas no primeiro semestre de 2015. A postergação de compras de insumos pelos produtores rurais continua preocupando as indústrias do setor. No caso de fertilizantes, por exemplo, as entregas acumuladas de janeiro a maio de 2015 somaram 9,0 milhões de toneladas, 12% abaixo em relação ao idêntico período de 2014. O atraso na carteira de pedidos, que também afeta o mercado de defensivos, está ligado em boa parte à baixa oferta de crédito de pré-custeio aos produtores rurais.

Indústria Depois da Porteira (Logística e Alimentos): 85,8 pontos, queda de 2,3 pontos

O Índice da Indústria Depois da Porteira voltou a apresentar queda no segundo trimestre, puxada pelo Índice de Condições Gerais.

Diferente da Indústria Antes da Porteira, a avaliação das empresas em relação à “economia do Brasil” e às “condições do negócio” melhorou no segundo trimestre, o que ajudou a amenizar a queda do índice. Para esses dois quesitos, as empresas sinalizaram um maior otimismo em relação ao momento presente e, principalmente, em relação à expectativa para os próximos meses.

Índice do Produtor Agropecuário: 86,6 pontos, queda de 1,1 ponto

O indicador geral do “produtor agropecuário” se manteve praticamente estável (-1,1 ponto) em relação ao primeiro trimestre de 2015, com queda mais acentuada no Índice do Produtor Pecuário (-1,7 ponto) comparativamente ao do Produtor Agrícola (-0,9 ponto).

A avaliação sobre a “economia do Brasil” apresentou variação positiva no segundo trimestre de 2015, após ter despencado no trimestre anterior. Apesar da recuperação (+4,5 pontos), este item se mantém como o quesito mais pessimista do indicador.

Produtor Agrícola: 86,0 pontos, queda de 0,9 ponto

Após a forte queda apresentada no primeiro trimestre de 2015, o Índice do Produtor Agrícola registrou novo recuou de 0,9 ponto no trimestre atual, influenciado principalmente pelas preocupações em relação à oferta de crédito. Essa variável, que até 2014 ajudou a elevar o índice, caiu 16,7 pontos no primeiro trimestre de 2015 e agora caiu outros 16,6 pontos.

Com isso, esse quesito chegou a 78,7 pontos e já aparece como o terceiro pior avaliado. Essa avaliação é reflexo da dificuldade enfrentada pelos produtores em obter o crédito de pré-custeio nos primeiros meses de 2015. Dados do Banco Central mostram que, no acumulado de janeiro a maio desse ano, o desembolso de crédito rural para custeio caiu 41% na comparação com o mesmo período de 2014. Analisando os desembolsos para soja, o recuo chega a 79% na mesma comparação.

A redução do índice só não foi maior porque os produtores se mostraram confiantes com o quesito “produtividade”, reflexo do clima favorável, que beneficiou o desenvolvimento das lavouras, principalmente de milho safrinha e cana-de-açúcar. O índice também registrou um sentimento menos pessimista dos produtores agrícolas em relação à “situação da economia brasileira” (+7,0 pontos), embora o patamar esteja ainda muito baixo.

Produtor Pecuário: 88,7 pontos, queda de 1,7 ponto

No segundo trimestre o Índice do Produtor Pecuário apresentou leve queda em relação ao trimestre anterior. A redução não foi maior porque, embora tenha havido queda considerável no índice da Pecuária de Corte, esta foi parcialmente compensada pela alta do índice da Pecuária de Leite.

Refletindo a valorização dos preços do leite, provocada pela oferta abaixo do esperado, os pecuaristas passaram a demonstrar maior confiança, com a perspectiva de bons resultados em 2015, favorecidos também por custos mais baixos da alimentação animal.

Na Pecuária de Corte, o item preço apresentou redução de 9,5 pontos, refletindo a queda dos preços do boi gordo registrada nos meses de maio e junho. Os preços do bezerro também começaram a ceder, reduzindo os custos de reposição. A “confiança no setor” caiu fortemente (-19,4 pontos) devido aos problemas enfrentados pelos frigoríficos que estão registrando margens apertadas, com casos de fechamento de plantas, demissões, férias coletivas e negociações entre as indústrias.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Produtor Agrícola
86,0
Índice do Produtor Agropecuário *
(Produtor Agrícola e Pecuário)
86,6
Produtor Pecuário
88,7
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

-0,9**
-1,1**
-1,7**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
66,0
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
79,8
Depois da Porteira*
85,8
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

-7,6**
-3,9**
-2,3**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
66,0
Produtor Agropecuário
86,6
Depois da Porteira
85,8
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

-7,6**
-1,1**
-2,3**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.