a ICAGRO

Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 107,1 pontos,
alta de 6,8 ponto

Índice de Confiança do Agronegócio: 107,1 pontos, alta de 6,8 pontos

Desde o segundo trimestre de 2017, quando marcou 92,4 pontos, o agronegócio vem registrando, sistematicamente, melhora no seu nível de confiança, voltando ao patamar considerado otimista neste primeiro trimestre de 2018, com 107,1 pontos. Os ânimos melhoraram tanto entre os produtores agropecuários quanto entre as indústrias que atuam no agronegócio.

Este resultado representa o maior índice da série histórica e um aumento de 6,8 pontos sobre o trimestre imediatamente anterior. De acordo com a metodologia do estudo, pontuações superiores a 100 pontos indicam otimismo – abaixo disso, indicam baixo grau de confiança.

Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 109,1 pontos, alta de 9,7 pontos

O Índice de Confiança das indústrias inseridas na cadeia produtiva do agronegócio fechou o 1º trimestre do ano em 109,1 pontos, alta de 9,7 pontos. O resultado reflete a melhora da avaliação macro tanto do setor, quanto da economia brasileira, sendo este o aspecto em que os participantes da pesquisa manifestaram o grau mais elevado de confiança, com melhora significativa em relação ao trimestre anterior.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 116,1 pontos, alta de 10,9 pontos

Os fabricantes de insumos agropecuários compõem o grupo no qual o otimismo está mais elevado: neste caso, a confiança chegou a 116,1 pontos, alta de 10,9 pontos sobre o trimestre anterior.

Ainda que para os fabricantes de defensivos e fertilizantes, o primeiro trimestre do ano marca o início das negociações da próxima safra, pesaram para o resultado as boas perspectivas de negócios, num momento em que as principais commodities agrícolas recuperam valor, aumentando a rentabilidade dos produtores. Além disso, a estimativa para a safra de grãos é melhor que a esperada durante o plantio.

No caso das indústrias de máquinas agrícolas, há uma sensação de que o pior momento do setor pode ter ficado para trás e existe uma expectativa de retomada das vendas para o agregado deste ano, visto que o primeiro trimestre de 2018 registrou queda de 21,6% nas vendas totais de máquinas agrícolas (tratores de rodas, cultivadores motorizados, colheitadeiras de grãos e colhedoras de cana-de-açúcar), segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA).A Selic em patamares baixos pode favorecer este cenário de recuperação.

Indústria Depois da Porteira: 106,1 pontos, alta de 9,3 pontos

O Índice de Confiança das Indústria situadas Depois da Porteira chegou a 106,1 pontos, alta de 9,3 pontos sobre o levantamento anterior. Esse desempenho é resultado do momento positivo de alguns dos segmentos pesquisados. É o caso das tradings, que atravessaram um longo período em que suas margens de lucro foram pressionadas negativamente – nesta safra, porém, o aumento no preço da soja e nos prêmios pagos nos portos brasileiros está permitindo que essas empresas recuperem a rentabilidade. Reforçam a percepção de otimismo identificado neste trimestre para as indústrias depois da porteira, os dados da pesquisa mensal de comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que apurou aumento nos últimos 12 meses (até fevereiro de 2018) nas vendas (em volume) dos hipermercados e supermercados de produtos alimentícios, com alta de 2,0%. No primeiro bimestre deste ano, contra o mesmo período de 2017, o incremento foi de 2,6%.

Índice do Produtor Agropecuário: 104,5 pontos, alta de 2,7 pontos

O nível de confiança dos produtores agropecuários manteve a trajetória de crescimento, iniciada no segundo trimestre de 2017, chegando a 104,5 pontos, alta de 2,7 pontos em relação ao levantamento prévio. O ânimo melhorou tanto para os produtores agrícolas quanto para os pecuaristas – embora os últimos ainda estejam na faixa de pontuação considerada pessimista.

Índice do Produtor Agrícola: 107,2 pontos, alta de 3,2 pontos

A confiança do produtor agrícola chegou a 107,2 pontos, alta de 3,2 pontos em relação ao trimestre antecedente. O indicador é o segundo melhor da série histórica – perde apenas para o 3º trimestre de 2016 – mas é o mais elevado na comparação entre os períodos equivalentes (1os trimestres de cada ano).

O aumento no grau de otimismo é consequência de uma rara combinação para esta época do ano: boa produtividade nas lavouras e preços em alta, pressionados positivamente pela quebra na safra de grãos argentina. Especificamente no caso dos preços, o indicador de confiança aumentou quase 30 pontos em um ano – considerando, entretanto, que no início de 2017 as commodities agrícolas estavam num momento de baixa.

Ressalta-se, todavia, que a pesquisa foi encerrada no fim de março, e não captou totalmente o efeito da alta de preços sobre o humor dos produtores, uma vez que a tendência de valorização da soja e do milho se fortaleceu no início de abril.

Índice do Produtor Pecuário: 96,2 pontos, alta de 1,1 ponto

O grau de confiança dos pecuaristas aumentou para 96,2 pontos, alta de 1,1 ponto no trimestre. O pequeno aumento não foi suficiente para tirar esse grupo de produtores da faixa considerada pessimista pela metodologia do estudo, onde permanece há seis trimestres consecutivos. Apesar disso, é preciso levar em conta que há uma diferença entre os pecuaristas de corte e de leite: considerados isoladamente, o nível de confiança dos primeiros melhorou e já é moderadamente otimista, enquanto os últimos perderam entusiasmo desde o último trimestre do ano passado. Trata-se de um comportamento até certo ponto esperado, tendo em vista os baixos preços do leite no mercado e o aumento do custo de produção.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário
104,5
Agrícola
107,2
Produtor Pecuário
96,2
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

2,7**
3,2**
1,1**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
116,1
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
109,1
Depois da Porteira*
106,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

10,9**
9,7**
9,3**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
116,1
Produtor Agropecuário
104,5
Depois da Porteira
106,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

10,9**
2,7**
9,3**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.