<img height="1" width="1" alt="" style="display:none" src="https://www.facebook.com/offsite_event.php?id=6010927731378&amp;value=0&amp;currency=BRL" />

Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral.

Índice de Confiança do Agronegócio: 111,5 pontos,
alta de 1,9 ponto.

Índice de Confiança do Agronegócio: 111,5 pontos, alta de 1,9 ponto

O Índice de Confiança do Agronegócio fechou o 1º trimestre de 2022 em 111,5 pontos, 1,9 ponto acima do levantamento anterior. O resultado foi puxado principalmente pelas indústrias situadas Depois da Porteira, o único segmento dentre todos os pesquisados em que de fato a confiança melhorou (os índices da indústria Antes da Porteira e dos produtores agropecuários caíram em relação ao trimestre anterior). Apesar dessa diferença, houve entre os segmentos do agronegócio uma melhora das avaliações sobre a economia brasileira. De fato, as projeções para o crescimento, que vinham em queda no ano passado, pararam de piorar no início do ano, refletindo uma percepção relativamente generalizada de que o momento mais crítico da pandemia de covid-19 teria ficado para trás. O Índice de Confiança do Agronegócio se manteve acima de 100 pontos, na faixa considerada otimista pela metodologia do estudo – resultados inferiores a isso denotam pessimismo.

Índice de Confiança das Indústrias (Antes e Depois da Porteira): 114,5 pontos, alta de 5,2 pontos

A confiança das indústrias que fazem parte da cadeia do agronegócio aumentou 5,2 pontos, fechando o 1º trimestre do ano a 114,5 pontos, com a ressalva do comportamento distinto entre as empresas Antes da Porteira (cujo índice caiu, embora ainda permaneça na faixa considerada otimista pela metodologia do estudo) e as situadas Depois da Porteira (com expressivo aumento no otimismo).

Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 107,7 pontos, queda de 3,7 pontos

Houve uma relativa perda de otimismo no início do ano entre as indústrias de insumos agropecuários (Antes da Porteira). O índice de confiança desse segmento fechou o 1º trimestre em 107,7 pontos, queda de 3,7 pontos sobre o levantamento anterior. É importante destacar, porém, que o resultado se deve principalmente à piora na perspectiva dessas empresas quanto ao momento em que a pesquisa foi realizada – boa parte das entrevistas aconteceu em março, no início da ofensiva russa na Ucrânia – havia grande incerteza quanto à oferta e aos preços dos fertilizantes e a comercialização de insumos para a próxima safra permaneceu praticamente parada. No entanto, o grau de confiança no médio prazo, medido pelo índice das expectativas, chegou até a melhorar um pouco no trimestre

Depois da Porteira: 117,4 pontos, alta de 9,0 pontos

As indústrias situadas Depois da Porteira apresentaram o crescimento mais importante do índice de confiança no 1º trimestre do ano. O bom momento das exportações do agronegócio é uma das razões às quais pode ser atribuído o ganho de otimismo, já que muitas empresas que compõe esse grupo são exportadoras. Segundo os dados da Secex, os embarques de produtos agropecuários somaram 28,1 bilhões de dólares nos primeiros três meses de 2022, um aumento de quase 22% sobre o mesmo período do ano passado. Os sinais de melhora nos indicadores da economia brasileira também pesaram no resultado, com a normalização das atividades do comércio e serviços em geral, após o fim das restrições sanitárias oriundas da covid-19, por exemplo, ajudaram a explicar esse maior otimismo no índice das expectativas.

Índice de Confiança do Produtor Agropecuário: 107,2 pontos, queda de 2,8 pontos

O Índice de Confiança do Produtor Agropecuário fechou o 1º trimestre do ano em 107,2 pontos, um recuo de 2,8 pontos sobre o levantamento anterior. Ainda é um resultado que situa os ânimos do grupo na faixa considerada otimista pelos critérios da pesquisa – mas no patamar mais próximo da neutralidade desde o quarto trimestre de 2018, quando começou um período em que a percepção dos produtores tem se mantido predominantemente positiva.

Produtor Agrícola: 109,1 pontos, queda de 2,9 pontos

Aspectos relacionados às condições dos negócios dos agricultores foram o que mais pesaram para a redução de 2,9 pontos do índice de confiança do segmento, que fechou o trimestre em 109,1 pontos. A percepção sobre o custo de produção, que já era ruim no final de 2021, voltou a cair – resultado da piora das relações de troca causada pela alta dos fertilizantes e pelos temores relacionados à sua disponibilidade, acentuados pela invasão da Rússia à Ucrânia. Caiu também a avaliação relacionada ao crédito rural, refletindo a alta dos juros e a queda na liberação de recursos para custeio, que fechou o primeiro trimestre do ano em 7,17 bilhões de reais, 36% abaixo do mesmo período de 2021. A quebra da safra de verão no Sul do Brasil (especialmente no Oeste do Paraná e no Rio Grande do Sul) pesou negativamente sobre a percepção a respeito da produtividade. Em meio as dificuldades, um item positivo - a avaliação sobre os preços agrícolas melhorou.

Produtor Pecuário: 101,4 pontos, queda de 2,6 pontos

Assim como ocorreu com o produtor agrícola, pioraram também as percepções dos pecuaristas em relação a diversos aspectos do negócio. Foi o caso dos custos de produção, no que pesaram negativamente a alta dos grãos e da ureia (fertilizante nitrogenado usado para a adubação das pastagens) – além disso, o preço dos bezerros também se manteve nos altos patamares em que se encontra desde o início do ano passado. A piora das condições do crédito rural também reduziu o otimismo dos produtores pecuários. Diferentemente do que aconteceu com os agricultores, os preços aos produtores não amenizaram a situação, com as cotações futuras do boi gordo abaixo do mercado físico desde o início do ano.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário*
107,2
Produtor Agrícola
109,1
Produtor Pecuário
101,4
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Agricultura = 75% e Pecuária = 25%

2,8**
2,9**
2,6**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
107,7
Índice da Indústria*
(Antes e Depois da Porteira)
114,5
Depois da Porteira
117,4
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Antes da Porteira = 30% e Depois da Porteira = 70%

3,7**
5,2**
9,0**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
107,7
Produtor Agropecuário
107,2
Depois da Porteira
117,4
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
Antes da Porteira = 17%; Dentro da Porteira = 42% e Depois da Porteira = 41%

3,7**
2,8**
9,0**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.