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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral.

Índice de Confiança do Agronegócio: 121,1 pontos,
alta de 1,2 ponto.

Índice de Confiança do Agronegócio: 121,1 pontos, alta de 1,2 ponto

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAGRO) fechou o 3º trimestre de 2021 em 121,1 pontos, 1,2 ponto acima do levantamento anterior. As expectativas geradas pelo clima favorável no início do plantio da safra de verão, iniciado em setembro, pesaram positivamente sobre o resultado, sustentando o otimismo dos produtores agrícolas e impulsionando os ânimos das indústrias que vão se beneficiar de uma boa oferta de grãos. Um aspecto que limitou uma melhora mais significativa foi a deterioração das avaliações sobre a economia brasileira. De fato, o trimestre foi marcado pela continuidade da alta da inflação e das taxas de juros, além da piora nas expectativas para o crescimento do PIB. Apesar disso, os resultados ainda indicam uma confiança em alta. Segundo a metodologia do estudo, os resultados demonstram otimismo quando são superiores a 100 pontos, e pessimismo quando ficam abaixo dessa marca.

Índice da Indústria: 121,9 pontos, alta de 3,4 pontos

As indústrias ligadas ao agronegócio encerraram o trimestre com o índice de 121,9 pontos, alta de 3,4 pontos sobre o levantamento anterior – o resultado mais otimista desde o último trimestre do ano passado. Apesar das preocupações com as condições da economia brasileira, o indicador é condizente com a situação de muitos setores industriais cujas vendas cresceram ao longo do ano, como é o caso dos fabricantes de máquinas agrícolas, dos exportadores de carnes e dos fornecedores de fertilizantes e defensivos. Existe, no entanto, uma distinção entre as diferentes pontas da cadeia: o levantamento mostra um ganho de otimismo entre as empresas do Pós Porteira (como as de alimentos e logística), enquanto houve praticamente estabilidade no setor de insumos (Pré-Porteira).

Indústrias Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 117,0 pontos, queda de 0,1 ponto

A confiança das empresas de insumos agropecuários se manteve praticamente estável, fechando a 117,0 pontos e oscilando 0,1 ponto para baixo em relação ao trimestre anterior. É um patamar alto, refletindo o bom ano de muitas dessas indústrias. As entregas de fertilizantes, por exemplo, devem fechar 2021 com um crescimento próximo de 10% – um desempenho muito semelhante ao do ano passado, quando o aumento foi de quase 12%. É importante ressaltar que, no período do levantamento, praticamente todos os insumos necessários para a safra de verão 21/22 e boa parte do que será utilizado na safrinha já haviam sido comercializados. As recentes altas dos preços de fertilizantes e defensivos desaceleraram as negociações para a safra 2022/23, que tinham começado antecipadamente no primeiro trimestre do ano – e isso pode ter impedido um resultado melhor.

Indústria Depois da Porteira: 124,1 pontos, alta de 5,0 pontos

O aumento do índice de confiança das indústrias Depois da Porteira foi o mais expressivo dentre todos os segmentos pesquisados. A alta foi de 5,0 pontos, fechando o trimestre em 124,1 pontos, o nível mais elevado da série histórica. O bom início da safra de verão e a perspectiva de que a segunda safra de milho poderá ser semeada num calendário adequado foram fundamentais para o resultado. Os fabricantes de alimentos, como os frigoríficos, têm a perspectiva de normalização na oferta de soja e milho, tirando pressão sobre o custo das rações. As empresas de logística, por sua vez, projetam crescimento nos volumes de grãos a transportar do campo para os portos, depois de uma temporada em que a quebra na safrinha limitou as exportações de milho. A confiança do Pós Porteira também reflete o bom momento de alguns setores exportadores. De janeiro a setembro deste ano, por exemplo, embarques de carnes cresceram 7% em volume e 22% em dólares na comparação com o mesmo período de 2020 – lembrando que o levantamento do índice de confiança foi feito antes do embargo da carne brasileira ao mercado chinês após a descoberta de dois casos atípicos da doença da vaca louca.

Índice do Produtor Agropecuário: 119,8 pontos, queda de 1,9 ponto

A confiança dos produtores agropecuários recuou 1,9 ponto, fechando em 119,8 pontos. A queda se concentra entre os pecuaristas – os agricultores, motivados pelo bom início da safra de verão 21/22, sustentaram o nível de otimismo em relação ao levantamento anterior. Um ponto em comum entre os dois grupos foi a piora da percepção relacionada aos custos de produção, o que pesou negativamente no resultado.

Produtor Agrícola: 121,7 pontos, alta de 0,3 ponto

O Índice de Confiança do Produtor Agrícola se manteve num patamar elevado de otimismo e praticamente estável em relação ao trimestre anterior, fechando em 121,7 pontos, alta de 0,3 ponto. Um dos fatores que pesaram positivamente foram os preços, que se mantiveram altos no caso de produtos como a soja, o café e a cana-de-açúcar. O clima regular para o plantio da safra de verão também melhorou as expectativas para a produtividade das lavouras. Subiu também o otimismo relacionado ao crédito rural, cujo desembolso em 2021 chegou a 90,2 bilhões de reais, 38% acima do ano passado – de modo geral, os efeitos das recentes altas nas taxas de juros sobre o custo dos financiamentos e a disponibilidade de recursos tendem a ficar evidentes apenas em 2022. O ponto negativo do trimestre é o custo de produção, com a pior avaliação da série histórica. As recentes altas nos preços dos insumos agrícolas indicam para os produtores um aperto na rentabilidade na safra 22/23.

Produtor Pecuário: 114,2 pontos, queda de 8,3 pontos

Os pecuaristas compõem o grupo no qual o índice de confiança teve o maior recuo: 8,3 pontos, fechando em 114,2 pontos. Assim como aconteceu com os agricultores, os custos de produção fecharam com a pior avaliação da série histórica, considerando que os preços médios das rações e dos bezerros se mantiveram em alta. A diferença é que, no caso dos produtores pecuários, houve perda de otimismo tanto com os preços, em queda no trimestre, quanto com a produtividade, prejudicada devido aos danos causados pelas geadas do inverno às pastagens no Centro-Sul do Brasil.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário*
119,8
Produtor Agrícola
121,7
Produtor Pecuário
114,2
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Agricultura = 75% e Pecuária = 25%

1,9**
0,3**
8,3**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
117,0
Índice da Indústria*
(Antes e Depois da Porteira)
121,9
Depois da Porteira
124,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
*Antes da Porteira = 30% e Depois da Porteira = 70%

0,1**
3,4**
5,0**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
117,0
Produtor Agropecuário
119,8
Depois da Porteira
124,1
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.
Antes da Porteira = 17%; Dentro da Porteira = 42% e Depois da Porteira = 41%

0,1**
1,9**
5,0**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.