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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 99,1 pontos,
alta de 6,7 pontos

Os ânimos estão em recuperação

O agronegócio resgatou parte do entusiasmo perdido em 2017. O Índice de Confiança do Agronegócio fechou o 3º trimestre em 99,1 pontos, uma recuperação de 6,7 pontos em relação ao levantamento anterior. O resultado mostra que houve uma melhora significativa em relação ao pessimismo da última pesquisa, ainda que o entusiasmo não tenha retornado aos níveis mantidos em boa parte de 2016 e mesmo no início deste ano.

De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação acima de 100 pontos corresponde a otimismo. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança. De acordo com os dados, houve recuperação em todos os segmentos pesquisados, embora o nível de confiança das indústrias e dos pecuaristas tenha aumentado mais do que o dos produtores agrícolas. De maneira geral, parte das incertezas que pairavam sobre o setor no trimestre anterior foi amenizada, contribuindo para aumentar a confiança.

Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 103,3 pontos, alta de 7,4 pontos

O Índice de Confiança da Indústria fechou o 3º trimestre de 2017 em 103,3 pontos, uma alta de 7,4 pontos. A recuperação dos ânimos ocorreu tanto entre as empresas classificadas como Antes da Porteira (insumos agropecuários) quanto Depois da Porteira (como as de alimentos e serviços).

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 104,8 pontos, alta de 11 pontos

Os ânimos das indústrias de insumos melhoraram significativamente. O Índice de Confiança dessas empresas subiu 11 pontos no terceiro trimestre deste ano, chegando a 104,8 pontos – saindo, portanto, de uma situação que indicava pessimismo para a faixa considerada otimista, de acordo com a metodologia do indicador. De fato, durante o 2º trimestre do ano as vendas de defensivos e fertilizantes avançaram pouco, uma vez que muitos produtores mantinham uma postura cautelosa, diante dos baixos preços das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho. À medida em que o plantio da safra de verão se aproximou, porém, as negociações voltaram a ocorrer, o que justifica o ânimo das indústrias.

No caso de máquinas e implementos agrícolas, embora o desempenho de vendas no terceiro trimestre tenha sido inferior em relação ao mesmo período de 2016, houve crescimento na comparação com o segundo trimestre de 2017. Além disso, no acumulado do ano, até setembro, observa-se alta de 9% nas vendas. Especificamente neste setor, a percepção para o futuro teve peso preponderante. A trajetória de redução da taxa SELIC e a necessidade do produtor incorporar tecnologia para a manutenção das margens, são aspectos que merecem destaque.

Indústria Depois da Porteira (Alimentos): 102,7 pontos, alta de 5,8 pontos

O Índice de Confiança da Indústria Depois da Porteira subiu 5,8 pontos, chegando a 102,7 pontos. Essas empresas retornam, assim, a um patamar de entusiasmo moderado, muito próximo ao registrado desde o 2º trimestre de 2016, e que só foi interrompido no trimestre passado. A análise do resultado mostra que há mais otimismo com as expectativas do que com as condições atuais do negócio. É uma indicação de que, embora as condições do mercado brasileiro ainda não sejam ideais, a continuidade do processo de ajuste econômico segue inspirando confiança.

Índice do Produtor Agropecuário: 93,2 pontos, alta de 5,9 pontos

O Índice de Confiança dos Produtores Agropecuários subiu 5,9 pontos, chegando a 93,2 pontos. A recuperação não deixa de ser uma boa notícia, ainda que pelo terceiro trimestre consecutivo o indicador permaneça abaixo dos 100 pontos. Os resultados mostram que a confiança aumentou mais entre os pecuaristas do que entre os produtores agrícolas. Em comum, o crédito foi um dos aspectos que contribuiu para melhorar os ânimos nos dois grupos. Isso é consistente com os dados que mostram que há um volume adequado de recursos disponíveis para os produtores, cuja liberação ocorre atualmente com mais facilidade do que na safra passada. Outro aspecto ajuda a explicar a alta do índice: a avaliação sobre a economia brasileira. Ainda assim, vale notar que apesar da expressiva variação positiva, de 9 pontos, este indicador permanece em terreno pessimista, abaixo de 100 pontos.

Índice do Produtor Agrícola: 92,9 pontos, alta de 3,1 pontos

A confiança dos produtores agrícolas apresentou a alta mais modesta dentre todas as categorias pesquisadas: o indicador fechou em 92,9 pontos, um aumento de 3,1 pontos. No trimestre, os ânimos melhoraram num aspecto relevante: os preços agrícolas de commodities importantes como a soja e o milho se recuperaram um pouco em relação ao 2º trimestre. Mas esse movimento foi ofuscado pelo esfriamento do entusiasmo em relação à produtividade – algo até certo ponto esperado, uma vez que no momento não se espera que as lavouras de grãos repitam os resultados recordes obtidos na safra passada.

Índice do Produtor Pecuário: 94,2 pontos, alta de 14 pontos

Os pecuaristas formam o grupo que mais ganhou confiança no trimestre. Seu indicador subiu 14 pontos, chegando a 94,2 pontos. Em outras palavras, depois de chegar no 2º trimestre ao patamar mais baixo da série histórica, os ânimos se recuperaram e hoje estão no nível mais alto desde o 4º trimestre do ano passado. Há boas razões para isso. No trimestre passado, os horizontes no mercado de carnes eram nebulosos: o setor ainda sofria as consequências da Operação Carne Fraca e pairavam muitas incertezas após a delação da JBS, em maio desse ano. A constatação é que, para a maior parte do setor, a crise que se desenhava há poucos meses não foi tão dramática quanto parecia. Tanto é assim que, nos últimos meses, os preços do boi estão em recuperação, reforçando o ânimo dos pecuaristas.

Nota-se que as incertezas causadas pelos recentes anúncios de paralisação de plantas frigoríficas da JBS não foram capturadas por este levantamento



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário
93,2
Agrícola
92,9
Produtor Pecuário
94,2
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

5,9**
3,1**
14,0**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
104,8
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
103,3
Depois da Porteira*
102,7
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

11,0**
7,4**
5,8**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
104,8
Produtor Agropecuário
93,2
Depois da Porteira
102,7
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

11,0**
5,9**
5,8**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.