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Resultados

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mensura, por meio de entrevistas com produtores agropecuários, a percepção econômica em geral, do Brasil e do estado, além da condição específica do negócio, das indústrias e cooperativas que atuam nos diferentes elos da cadeia. A divulgação é trimestral, juntamente com o painel de investimentos.

Índice de Confiança do Agronegócio: 100,5 pontos,
queda de 3,9 pontos

Índice de Confiança do Agronegócio: 100,5 pontos, queda de 3,9 pontos

O entusiasmo diminuiu

O setor agropecuário perdeu entusiasmo no começo de 2017. O Índice de Confiança do Agronegócio do primeiro trimestre caiu 3,9 pontos em relação ao trimestre anterior, chegando a 100,5 pontos. É o nível mais baixo desde o 2º trimestre do ano passado, quando produtores e empresas que compõem o agronegócio iniciaram uma fase otimista, indicada pela pontuação superior a 100 pontos. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança, de acordo com a metodologia do estudo.

Embora o nível atual situe os ânimos numa faixa mais próxima da neutralidade, ainda é 17,9 pontos superior ao do 1º trimestre de 2016.

A constatação é que no início de 2017 os baixos preços agrícolas minaram o otimismo dos produtores rurais. A confiança também caiu entre as indústrias com atuação Depois da Porteira, como os fabricantes de alimentos e de logística. Em relação ao trimestre anterior, o índice só não recuou entre as empresas Antes da Porteira, composta por fornecedores de insumos, máquinas e equipamentos agrícolas.

Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 104,2 pontos, queda de 1,6 ponto

O Índice de Confiança das Indústrias ligadas às atividades agropecuárias caiu 1,6 ponto em relação ao 4º trimestre de 2016, chegando a 104,2 pontos. Apesar da retração, o indicador permanece pelo quarto trimestre consecutivo na faixa considerada otimista – e 28,3 pontos acima do mesmo período do ano passado, quando atingiu o nível mais baixo desde o início da série, em 2013.

Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 109,4 pontos, alta de 0,6 ponto

As empresas de insumos agropecuários compõem o único segmento dentre os pesquisados a manter o grau de otimismo relativamente estável do último trimestre do ano passado para o início de 2017. O Índice de Confiança da Indústria Antes da Porteira aumentou 0,6 ponto no período, fechando em 109,4 pontos. Contribuiu para o resultado o bom momento do setor de máquinas agrícolas, em recuperação. De acordo com os dados da Anfavea, de janeiro a março deste ano foram vendidos no mercado brasileiro 9,5 mil tratores de rodas, cultivadores e colhedeiras, um crescimento de 45% sobre o mesmo período do ano passado. Um destaque é o elevado nível de confiança na economia brasileira entre as empresas desse segmento – é bom lembrar que no primeiro trimestre do ano aspectos como a diminuição na taxa de juros e a estabilização da inflação eram sinais de recuperação da estabilidade econômica.

Indústria Depois da Porteira (Alimentos): 102,0 pontos, queda de 2,6 pontos

O Índice de Confiança da Indústria Depois da Porteira fechou o primeiro trimestre de 2017 em 102,0 pontos, 2,6 pontos abaixo do trimestre anterior. Embora a percepção dessas empresas sobre a economia brasileira tenha melhorado no primeiro trimestre, houve uma relativa perda de otimismo com as condições do negócio e do setor de atuação, já que, de maneira geral, as indústrias de alimentos ainda enfrentam os obstáculos causados por uma recessão que não chegou a ser completamente superada. Segundo a pesquisa mensal de comércio do IBGE, houve redução de 3,2% no volume de vendas no varejo de produtos alimentícios e bebidas, no período de 12 meses, até março de 2017.

Índice do Produtor Agropecuário: 95,5 pontos, queda de 7 pontos

Os produtores agropecuários encerraram o primeiro trimestre de 2017 pessimistas: seu Índice de Confiança caiu 7 pontos em relação ao levantamento anterior, fechando em 95,5 pontos. O 1º trimestre do ano passado foi a última vez que o indicador ficou abaixo de 100 pontos.

Produtor Agrícola: 97,5 pontos, queda de 8,2 pontos

O Índice de Confiança do Produtor Agrícola fechou o primeiro trimestre deste ano em 97,5 pontos, 8,2 pontos abaixo do último trimestre de 2016. O resultado foi fortemente afetado pela queda nos preços dos principais produtos agrícolas.

A percepção é que o período de alta nas cotações de soja, milho, açúcar e etanol – cujos picos foram registrados de maio a novembro do ano passado – ficou para trás. Os preços da laranja, ainda em alta, e do café, relativamente estáveis, são as exceções. O indicador atual ainda é 3,6 pontos superior ao do 1º trimestre do ano passado. O resultado deste início de 2017 poderia ser pior, não fosse o excelente desempenho das safras de soja e milho. O indicador de Produtividade atingiu o valor mais elevado da série histórica, ajudando a segurar uma queda mais acentuada no otimismo dos produtores agrícolas.

Produtor Pecuário: 89,5 pontos, queda de 3,7 pontos

Coube aos pecuaristas o menor nível de entusiasmo no 1º trimestre de 2017: o Índice de Confiança do Produtor Pecuário fechou em 89,5 pontos, 3,7 pontos abaixo do 4º trimestre do ano passado. Assim como ocorreu com os produtores agrícolas, os preços estão entre os aspectos sobre os quais a percepção dos criadores mais piorou. Entre dezembro de 2016 e março deste ano, as cotações do boi caíram 4% -- a queda acumulada em doze meses é de 8%. Esses números explicam a desconfiança dos pecuaristas de corte. No caso do leite, os preços neste ano subiram 4% de dezembro do ano passado a março deste ano. Ainda assim, estão quase 20% abaixo do pico registrado em agosto de 2016.



A seguir, são apresentados os resultados em cada elo da cadeia produtiva. Os destaques podem ser encontrados através do download.

Agropecuário
95,5
Agrícola
97,5
Produtor Pecuário
89,5
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

7,0**
8,2**
3,7**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira*
109,4
Índice da Indústria
(Antes e Depois da Porteira)
104,2
Depois da Porteira*
102,0
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

0,6**
1,6**
2,6**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.
Antes da Porteira
109,4
Produtor Agropecuário
95,5
Depois da Porteira
102,0
Abaixo de 100 indica pessimismo. Acima de 100 indica otimismo.

0,6**
7,0**
2,6**
** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior.